domingo, 18 de janeiro de 2009
inov - ART
acabei de me inscrever num programa de estágios internacionais remunerados através do inov-ART... Há que fazer pela vida, let's get it on, e eu estou a fazer pela minha. Esperando os melhores resultados! Os que me fazem acreditar e sonhar. Londres - NL - Berlim - NY... Estes destinos, qq um, far-me-iam sonhar... E apaixonar-me outra vez pela razão que me move - a da paixão. Sempre.
das próximas vezes em amesterdão [aquela cidade vive em mim], não vou perder este lugarzinho bom. why not?.. panama*
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de tempos atrás.
...Invariavelmente, e de tempos a tempos, assolam-me sentimentos que deambulam entre a vergonha e o arrependimento. Duma distância que, consciente ou inconscientemente, induzi em relação a um determinado universo numa determinada altura, deixei que as coisas passassem... Incólumes, sem que agisse de forma que pudesse, novamente, fazer parte delas. Magoa-me isto, sabem. Ainda, sim. São as partidas e os regressos que acontecem, com todos. De forma mais ou menos profunda e drástica. Que acontecem, sim, para percebermos, mais tarde, o que restou. E às vezes é tanto. Outras, "pó, cinza, nada".
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let's get it on mood...:P
e esta versão está qualquer coisa... marvin gaye devia aplaudir, de pé. grande performance de candy dulfer no saxofone, grande voz de roger happel.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
caiu-se no rídiculo de plagiar...

PERFIS das redes, ditas, sociais [vulgo hi5, face book, my space, etc...]..eis as provas destes dois perfis [um deles é o meu - o laranja] o outro [em plágio], é doutra pessoa que - pasmem-se - eu conheço. Foi um texto que escrevi à cerca de mim, do que sou e amo. Não é nada demais, mas já se chegou ao cúmulo de plagiar perfis de redes sociais e, também, a mesma lista de filmes, mas julgando as pessoas por parvas, mudou determinada ordem, mas acabou da mesma maneira. [é que ninguém nota nada!!!] É ridícula esta situação. Não é ser mesquinha, até porque isto não me afecta. Apenas estou estupefacta até onde chega a má indole e postura de determinadas pessoas. Até numa coisa irrisória, como é o caso. Qualquer semelhança com o original NÂO é pura coincidência.
Que esta pessoa não se cruze comigo em circunstâncias profissionais. Nem tente.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
...
corroi-me a alma a inexistência de deontologia entre pares [e que não o sejam]. Plágio é daquelas coisas que me exaltam sobremaneira. Em grande ou pequena escala. Nas maiores ou menores coisas. 10 palavras ou um livro inteiro. 10 linhas ou um projecto inteiro. Um passo na criatividade. Ou o processo inteiro. Não admito. Nem tenho em consideração quem o perpetra.
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domingo, 11 de janeiro de 2009
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já vos disse que gosto imenso dos dias de sol e com um frio que nos congela? pois é, gosto tanto!
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no braço de prata, ontem, foi assim
Amor sem medo (Watanabe Teppe) - Kasutera Live
Portugália (Watanabe Teppe) - Kasutera Live
dizer que foi brilhante, é dizer muito pouco. Kasutera, um duo entre Watanabe Teppe e Miguel Leiria [que já o tinha visto na LXfactory, no projecto com o José Peixoto num registo de Jazz], influências improváveis que misturam bossa nova e música tradicional japonesa. E cada partitura tocada transportava-nos para algum lugar... Fecharam com chave de ouro, com interpretação de Verdes Anos do mestre Carlos Paredes. Pelos lados do Braço de Prata, respirou-se cultura. Da que vale a pena e não é de fachada. o motivo que me faz voltar lá, sempre.
Portugália (Watanabe Teppe) - Kasutera Live
dizer que foi brilhante, é dizer muito pouco. Kasutera, um duo entre Watanabe Teppe e Miguel Leiria [que já o tinha visto na LXfactory, no projecto com o José Peixoto num registo de Jazz], influências improváveis que misturam bossa nova e música tradicional japonesa. E cada partitura tocada transportava-nos para algum lugar... Fecharam com chave de ouro, com interpretação de Verdes Anos do mestre Carlos Paredes. Pelos lados do Braço de Prata, respirou-se cultura. Da que vale a pena e não é de fachada. o motivo que me faz voltar lá, sempre.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
dia cheio
hoje acordei e tive frio quando saí à rua... hoje cantei em alto e bom som broken strings enquanto ia para o atelier... hoje não me chateei no trânsito... hoje apreciei a bola de fogo que estava suspensa neste céu e pensei "magnífico"... hoje, e já é sexta, ainda não li a visão nem a sábado... hoje soube que é possível fazerem-se elevadores de 1x1 metro... hoje apreciei o almoço junto ao rio na portugália com o frio gélido lá fora e o calorzinho do sol a confortar-me através do vidro... hoje ri até me doer a barriga e disse disparates... hoje tentei perceber do que é feita a parte dourada do museu do oriente... hoje fui frontal... hoje sei que alguém não deve ter gostado disso... hoje canalizei e objectivou-se o tema da minha tese... hoje falei de projectos e sonhos... hoje chateei-me a sério... hoje perdi a paciência para certas coisas que se vêem arrastando e que não são do meu campeonato... hoje vi pessoas que não via há um tempo... hoje fiquei feliz por isso... hoje despedi-me da sílvia que vai voltar para a sua jornada para manchester... hoje andei com a energia nos píncaros...e hoje estou estoirada... até amanha.
domingo, 4 de janeiro de 2009
um dia de atraso...
Metade
Oswaldo Montenegro
Que a força do medo que tenho

Não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
Mas a outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é a platéia
A outra metade é a canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.
as palavras não são minhas, mas foste tu que mas deste a conhecer... sempre te imagino a dizê-las, com essa tua exacerbada paixão ao que te entregas... da densidade dos laços e do tamanho dos sentimentos.
Parabéns maninho, a ti, o melhor.
Beijinhos grandes
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
a vocês
_dos dias de mais um ciclo que passou, que fique a essência do que moveu em paixão cada um de vós. dos outros que amanhã iniciam um outro ciclo, que aconteçam os momentos - todos! -, para que se cumpram também os sonhos - OS VOSSOS!
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tá negro
juro que amanhã queria acordar c uma disposição diferente... mas seja no penúltimo dia do ano ou nos outros todos, há-de sempre enervar-me profundmente o que chamo "trabalhar sem qq tipo de consequência prática". n havendo, mm assim, feedback, começar a desmoralizar parece-me incontornável, no mínimo.
domingo, 28 de dezembro de 2008
de 2008
é natural, presumo eu, que chegue esta altura do ano e olhemos para este ano que passou e nos passem as memórias mais marcantes pela cabeça. a mim acontece-me isso. ainda por mais quando este ano, e parte do anterior, foram cheios de momentos e experiências que me fazem escrever isto. que me fazem ser o ser que sou hoje. com o pior e o melhor. ainda faltam uns poucos dias para que se dê o encerrar de mais um ano. mas mesmo assim, e quando já passam na tv a retorspectiva dos acontecimentos do ano, sinto-me no direito de escrever tais linhas. foi um ano de viagens [o orçamento ficou destruído, mas viagens são viagens. gosto tanto. ponto.]; foi um ano de conhecer mais pessoas [são sempre bem vindas, e parto sempre do princípio de presunção de que sejam boa onda - agora, se não crio qualquer tipo de empatia, muito dificilmente criarei]; aprendi imenso [das coisas dos livros, e daquelas que não vêm lá escritas]; quebrei a minha massa cinzenta duas vezes com o mesmo projecto; tenho um emprego [comecei a caminhada de "descontas para a Seg. Social mas não vais ver um cêntimo de reforma", sou militante forçada desta causa]; evidências estão tão próximas que, por vezes, não damos conta; foi o ano em que tive de largar os meus ténis pretos e verdes e começar a adoptar uma imagem mais credível [ninguém iriar credibilizar uma "em vias de ser arquitecta" se esta usasse ténis]; foi um ano que fomos milhares na alameda numa chuva de capas negras; há crise financeira [mas o português não se coíbe de gastar 7 milhões de euros por hora, durante os 25 dias de Dezembro. crise?qual crise?]; foi o ano de ter os sonhos e projectos adiados por tempo indeterminado [aposto no final de 2009]; foi o ano de Oliveira, Saramago, Meirelles e Lobo Antunes; foi um ano em que me enervei em revolta da incerteza deste futuro que é o nosso e que não podemos viver nele; por um dia quis ser americana [4 de novembro, votaria obama]; foi um ano de sonhos e angústias, de projectos e realizações, de concretizações e adiamentos.
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
crónica duma partida não anunciada
"rasgava-se o céu em laranja de pronúncios apocalípticos. pronúncios, apenas. porque a realidade já impediu que fossem mais que isso. nessa noite os pinheiros, lá no alto, eocavam uma melodia qualquer. Não ligou. De pó, calor, viagens e dúvidas, chegou até ti. era tarde. porque não voltaste, como julgou um dia que farias. como acreditou, enebriada de dormência. como continuou a acreditar nos dias subsequentes. do logro dos truques da mente, voltou dolentemente, a ela. julgo que tenha morrido por momentos, para voltar, ausentemente, a esta realidade. ainda pensa em ti.muito, para ser exacta. mais ainda, do que quando a tua morada era outra. não será sempre assim? escreveu-te umas linhas, nesse dia. e outras, noutros dias. dias. e já passaram tantos, que perdeu a conta. às vezes ainda te encontra por aí. Agora mais esporadicamente. Dantes cuidava que te via. Aperto na alma, nesses instantes. Mas mais, muito mais, do que outras partidas e regressos, sentiu a tua duma maneira crua. Profunda. Ainda hoje, acredito, pára uns momentos e pensa. Coisas pequenas, sabes? Daquelas que fazem a unicidade de cada pessoa. No outro dia, alheada de tudo o resto, e quando a gulodice rompeu, o ímpeto dumas gomas pareceu inofensivo. As gomas dos ursinhos. Lembrou-se de ti. Deu uma risada, porque era assim que o tempo passava quando, juntos, devoravam as gomas dos ursinhos. as normais e as com açúcar. Eram felizes. Parece rídiculo, não é? Mas não é. porque são essas doces memórias que a fazem retorcer-se de questões e dúvidas. de coisas terrenas e metafísicas. deixou de acreditar numas, acreditou noutras. absteve-se doutras. e é, também, neste tempo que pensa na falta. na tua. também na vossa. leste as últimas linhas que te escreveu? Das linhas, não. Das últimas palavras. Demoras muito?"
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
domingo, 14 de dezembro de 2008
LXfactory
A LXfactory é um lugar em Alcântara que, da primeira vez que estive lá, transbordava uma atmosfera de criação. Assim o entendi. Assim o senti. E cada ida lá, sinto isso, mais vincado. Muito resumidamente, este pólo industrial nasce ali corria o ano de 46 do século XIX. Albergava a que viria a ser uma das indústrias mais importantes de Lisboa - A ficação de Tecidos Lisbonense. O tempo passou e os usos deste complexo alteraram-se: Companhia Industrial dePortugal e Colónias, tipografia do Anuário Comercial de Portugal e Gráfica Mirandela. O tempo continuou a passar e este pólo ganhava o que tantos outros ganham: abandono. No ano passado surgiu o projecto de redignificar este lugar e torná-lo, ainda que temporariamente, como aberto a empresas da ordem criativa. Porquê temporariamente? Existe um plano de pormenor à espera de ser aprovado na CML para que seja feito um condomínio de luxo.... Luxo? Hm hm. Agora tudo o que nasce nesta cidade é luxo, tao luxo que depois são os desastres que se vêem por aí... Tipo Convento dos Inglesinhos, que assassinaram aquilo. Eu pergunto: porquê não criar o laboratório de criação artística neste pólo. Porquê não devolver este pólo às indústrias de hoje e do futuro: as artes e multimédia?
O trabalho de investigação centrar-se-á na redevolução aos vazios urbanos, e neste caso particular, industriais, à cidade. Para que façam parte novamente da movida da cidade a vários níveis: urbano, criativo, histórico, social, lúdico... A LXfactory transpira toda essa atmosfera que precisa de ganhar bases coesas. Precisa duma intervenção de fundo que não passe por entender aquele lugar como tábua rasa. Precisa de manter a atmosfera tão industrial, de outrora, e criativa que começa a nascer. Precisa de ser parte da cidade.
Se, com a minha tese, puder contribuir um pedacinho para que a essência e atmosfera do que existe se mantenha, fico feliz. Mãos à obra, agora.
a demanda de 6ªfeira
seamana que passou, mais curta; sempre a correr dum lado para o outro; e umas palavras escritas no blog ficaram esquecidas... Eis-me novamente, para mal dos vossos pecados.
Sexta feira, mais morta que viva, depois do atelier e dum encontro sobre o projecto dos museus, ainda fui jantar com o meu irmão, não sem antes ter acontecido o stress do dia. Estava eu a armar-me em super filha e a comprar dois bilhetes para o west side story, quando vou a pagar com um dos meus fiés companheiros - vulgo cartão multibanco - quando, e pela segunda vez naquele dia [a primeira foi no japonês de campo de ourique], dá-me erro ou transacção cancelada ou uma coisa assim. Os índices de vergonha já se me começavam a subir pela ruborização que emanava na minha cara. Fui então tentar levantar dinheiro à caixa mb mais próxima... lá ia eu, ao fim da tarde, pelos restauradores, quase num momento só meu e extraordinariamente feliz, quando, já na caixa mb marco o fatídico código e.... "por motivos de segurança o seu cartão ficou retido"... Perdão, podem repetir? Como podem calcular a esta hora já eu fazia 264 filmes na minha cabeça... Clonaram-me o cartão, e já me tiraram o dinheiro [tinha acabado de receber o ordenado] e agora tou completamente... Como devem imaginar a beleza do momento a quase escutar uma banda sonora de fundo de james horner tinha ido com os porcos... Depois de mil e uma idas á bilheteira para guardar os bilhetes, acabei por ir uma última vez para os trazer com a salvadora daquele dia, a minha cunhada [Ana]. Entretanto ontem, sábado, passei á loja do cidadão para resolver a questão na dependência da caixa geral de depositos. passadas 3 horas de lá ter estado, saio de lá a ter que levantar, até vir o cartão, o dinheiro com uma caderneta como as velhotas todas fazem... Uma coisa mto mto à frente.
Fui então, jantar com o meu irmão e a Ana, para depois partir para a LXfactory. A cabeça naquela altura já se tinha rendido às enxaquecas e o latejar de dores era constante e doloroso. Ainda assim, convenceram-me a ir. Também tinha o maior dos interesses em ir, porque, se nada for contra isto, este será - a LXfactory - o lugar de desenvolvimento da minha tese. Já lá vamos. Concerto de Jazz de José Peixoto na exposição de Alexander Koch - o verdadeiro alemão - dois metros de altura e deve tudo à delicadeza! O concerto divinal. A exposição de fotografia do Alexander soberba. E na fotografia a delicadeza é quase a palavra de ordem.
Sexta feira, mais morta que viva, depois do atelier e dum encontro sobre o projecto dos museus, ainda fui jantar com o meu irmão, não sem antes ter acontecido o stress do dia. Estava eu a armar-me em super filha e a comprar dois bilhetes para o west side story, quando vou a pagar com um dos meus fiés companheiros - vulgo cartão multibanco - quando, e pela segunda vez naquele dia [a primeira foi no japonês de campo de ourique], dá-me erro ou transacção cancelada ou uma coisa assim. Os índices de vergonha já se me começavam a subir pela ruborização que emanava na minha cara. Fui então tentar levantar dinheiro à caixa mb mais próxima... lá ia eu, ao fim da tarde, pelos restauradores, quase num momento só meu e extraordinariamente feliz, quando, já na caixa mb marco o fatídico código e.... "por motivos de segurança o seu cartão ficou retido"... Perdão, podem repetir? Como podem calcular a esta hora já eu fazia 264 filmes na minha cabeça... Clonaram-me o cartão, e já me tiraram o dinheiro [tinha acabado de receber o ordenado] e agora tou completamente... Como devem imaginar a beleza do momento a quase escutar uma banda sonora de fundo de james horner tinha ido com os porcos... Depois de mil e uma idas á bilheteira para guardar os bilhetes, acabei por ir uma última vez para os trazer com a salvadora daquele dia, a minha cunhada [Ana]. Entretanto ontem, sábado, passei á loja do cidadão para resolver a questão na dependência da caixa geral de depositos. passadas 3 horas de lá ter estado, saio de lá a ter que levantar, até vir o cartão, o dinheiro com uma caderneta como as velhotas todas fazem... Uma coisa mto mto à frente.
Fui então, jantar com o meu irmão e a Ana, para depois partir para a LXfactory. A cabeça naquela altura já se tinha rendido às enxaquecas e o latejar de dores era constante e doloroso. Ainda assim, convenceram-me a ir. Também tinha o maior dos interesses em ir, porque, se nada for contra isto, este será - a LXfactory - o lugar de desenvolvimento da minha tese. Já lá vamos. Concerto de Jazz de José Peixoto na exposição de Alexander Koch - o verdadeiro alemão - dois metros de altura e deve tudo à delicadeza! O concerto divinal. A exposição de fotografia do Alexander soberba. E na fotografia a delicadeza é quase a palavra de ordem.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
não me tentem ensinar crochet, se faz favor.
se há coisa que me irrita e exalta o espírito politicamente incorrecto que há em mim, é dizerem "a tua geração tem a vida toda facilitada... não imaginas pelo que passámos... e as mulheres sabiam fazer tudo em casa...!"...sob diversas variantes que descendem desta... Irrita-me profundamente negligenciar e não querer ver que se por um lado a vida está mais fácil [é um facto inegável], também é um facto que as indecisões e a precaridade das nossas vidas é uma questão incontornável. Mais, as decisões que hoje temos que fazer por simplesmente auspiciarmos a uma vida melhor põem, em larga medida, outras coisas para segundo plano [ou terceiro, ou quarto...], nomeadamente a ideia machista e quase misógina de "a perfeita dona de casa". Antes o facto de ter "canudo" era quase passaporte para uma estabilidade que agora, nós, nem com 20 podemos sequer imaginar. As prioridades mudaram. As vontadades também. E, felzizmente, os espíritos resignados, passaram a ter voz e a arriscarem nas decisões.
Não me venham querer ensinar crochet e ponto cruz e malhas. Tentaram, não conseguiram, e não vão conseguir. Porque simplesmente não quero. Não que não goste, gosto e muito, mas gosto desde que feito por outras pessoas que não eu. Costumo dizer que sou uma mulhe de carreira. E admito-o, com o bom e o mau que isto acarrete. E poder dizer isto há 30/40 anos atrás era considerado quase uma ersesia social. Não era suposto. Porque a mulher, no geral, ficava em casa, com os seu papel redutor de dona de casa. Existiu, e continua a existir, felizmente, uma coisa que se chama emancipação da mulher, e isso altera a estrutura social que se vinha a manter há uma imensidão de tempo, demasiada. Mas simplesmente não me venham vender que a minha geração é pior que a de há 30/40 anos atrás. Nem melhor. É diferente, e ser diferente é um conceito que parece que custa a entrar em certas mentalidades. Estou irritada, sim.
NB: estas linhas não têm o intuito de serem nem sexistas nem geracionais... apenas evidenciar as diferenças de realidades, não sendo assumidas nem como melhores ou piores. Apenas e só, diferentes.
Não me venham querer ensinar crochet e ponto cruz e malhas. Tentaram, não conseguiram, e não vão conseguir. Porque simplesmente não quero. Não que não goste, gosto e muito, mas gosto desde que feito por outras pessoas que não eu. Costumo dizer que sou uma mulhe de carreira. E admito-o, com o bom e o mau que isto acarrete. E poder dizer isto há 30/40 anos atrás era considerado quase uma ersesia social. Não era suposto. Porque a mulher, no geral, ficava em casa, com os seu papel redutor de dona de casa. Existiu, e continua a existir, felizmente, uma coisa que se chama emancipação da mulher, e isso altera a estrutura social que se vinha a manter há uma imensidão de tempo, demasiada. Mas simplesmente não me venham vender que a minha geração é pior que a de há 30/40 anos atrás. Nem melhor. É diferente, e ser diferente é um conceito que parece que custa a entrar em certas mentalidades. Estou irritada, sim.
NB: estas linhas não têm o intuito de serem nem sexistas nem geracionais... apenas evidenciar as diferenças de realidades, não sendo assumidas nem como melhores ou piores. Apenas e só, diferentes.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
fim de tarde
eu gosto mesmo muito de conduzir... e é uma coisa que me acalma a alma quando ela está entorpecida e enervada... Mas quase 2 horas de trânsito pela manhã, é demasiado. Um esforço sobre-humano, quase. Enfim. Preparada eu para outra saga igual ao fim da tarde [que na verdade se traduziram em 50 minutos], estou eu já em modo "no stress" a apreciar as luzinhas dos carros que rasgam monsanto, ora em amarelo, ora em vermelho; o ritmo do pára-não-pára - quando ecoa na rádia essa música que já ouvi milhões de vezes sem nunca ter prestado bem atenção à letra... E digo-vos apenas, é isto... Tão isto. Ei-la.
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