terça-feira, 12 de maio de 2009

já disse que gosto muito do trabalho deste senhor??



... de surrealismos que se fixam nesta e noutras realidades, as deambulações de MC Escher fazem sonhar... partir e ir... Quase que me atreveria a dizer que poderiam incorporar uma analogia duma qualquer fase das nossas vidas (e temos tantas!!!!). Das transparências que somos, dos reflexos que queremos, das opacidades que protegemos... apesar de sermos sempre a mesma matéria, mas não é isso que determina alguma coisa. Muito para além disso. Muito mais que isso. Densidade.
poderia dar uma incursão escrita interminável. mas há coisas que ficam connosco e em nós ecoam. fica assim, isto, hoje.
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sábado, 9 de maio de 2009

evidências

eu sei que já pus esta passagem desse filme por aqui... mas mais que nunca... tão mas tão verdade...

For what it's worth: it's never too late or, in my case, too early to be whoever you want to be. There's no time limit, stop whenever you want. You can change or stay the same, there are no rules to this thing. We can make the best or the worst of it. I hope you make the best of it. And I hope you see things that startle you. I hope you feel things you never felt before. I hope you meet people with a different point of view. I hope you live a life you're proud of. If you find that you're not, I hope you have the strength to start all over again.
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cultura shopping center

ontem abriu o maior e mais espectacular e mais ostensivo e mais (um rol de adjectivos que podem advir desta nossa cultura de sermos os maiores para inglês - e o resto do mundo - ver) centro comercial do país e arredores. impensável e rídiculo foi a fila de pessoas que assentou arraiais na noite anterior para serem os primeiros a irem ver os supostoo centro e receberem uns 100 euros de consolação pelas 1000 horas de espera ao frio, à pancada, e à estupidez... se fossem outras as circunstâncias, mais necessárias, queixar-se-iam por estar numa fila... mas aqui, nnnããããããoooooo! aqui é giro, e é uma aventura estar à espera para ver mais um centro comercial que não irá ser diferente dos outros... somente em tamanho. isto, digo-vos, faz-me descargas eléctricas no meu sistema e provoca-me convulsões de ver tanta estupidez e medíocridade acumulada e massificada num mesmo povo. quem, no seu perfeito juízo iria estar horas numa fila para ser dos primeiros a entrar num espaço que não difere do que está a menos de dois quilómetros e dos outros por volta de 5-10km????quem???????????
deixou-se de incentivar a cultura do comércio de rua... queixam-se, depois, muito espantados, de que a baixa de lisboa está a ficar deserta (!?!?!!?!?); os centros comerciais incorporam o que eu chamo a pre-maid under culture: há sol? vai-se para o centro comercial. há chuva? centro comercial. faz vento?centro comercial. há museus para se ver? as montras dos centro comerciais são mais giras, e não tem que se puxar pela cabeça. juro-vos, que me revoltam. Passamos os pirinéus (e porque em espanha há o fenómeno cogumelónico dos el corte inglés), e não se vê esta densidade absulutamente absurda de centros comerciais... as pessoas usam, vivem e sentem a RUA!o comércio tradicional existe e em grande força. Há um lado mascarado de positivo nesta explosão toda destas megalomanias comerciais: cria uma série de empregos.... PRECÁRIOS!
e acordar para as coisas boas da vida, não??????

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sexta-feira, 8 de maio de 2009

as vontades de chegar... de ir... de SER!

invariáveis vezes nos debatemos com esta dúvida. invariáveis vezes tivemos esta conversa. e invariáveis vezes sobra (SEMPRE!) a vontade de realizar, fazer, sonhar... ir mais além no fundo. Ontem falámos mais uma vez disso. Ás vezes dá-me um medo incontrolável, por uma razão que nos é totalmente alheia, dum dia perder esta paixão e esquecer os sonhos que me movem . Que nos movem, sim. Mas, antagónicamente, sei que são tão fortes, estão tão sedimentados que quase me atreveria a dizer que são inabaláveis. E que luta, para que continuem inabaláveis. Que luta!!!!

a bolonhesice das coisas...

Sempre cresci na expectativa de que o normal seria chegar aos 24/25 formada e o passo seguinte seria casar e todas essas coisas que vemos gerações anteriores fazerem. Hoje? Hoje é tão impossível que assim seja... Hoje estamos à mercê dum processo crescente de burocratização que nos atrasa e estagna e frustra esta vontade. Nunca os sonhos! E na nossa classe (que estupenda classe que temos!!!) a desunião é a palavra de ordem... Qual o "mosqueteirónico" um por todos e todos por um.... Cada um por si. E as coisas não se resolvem nem, tão pouco, se tem a noção da realidade à bolonhesa que se instalou entretanto. É uma COISA que tem um nome muito giro, decidida por senhores aspirantes a pseudo-inteligentes e cultos, e que não passa duma trapalhada em génese e aplicação que inventaram para, mais uma vez, nos complicar a vida. 3 reformas de sistema já apanhámos nós desde o primeiro anos de arquitectura... isto não é normal!!!!!!!!!!!!! Mais! A nossa ordem tão gira tão fantástica tão sei lá o quê, só admite o estágio profissional DEPOIS de termos concluído a formação académica. Ou seja, com as alterações provocadas por bolonha, e a obrigatoriedade de fazer uma "diz que é uma espécie de tese de mestrado", estamos UM ANO a engonhar com uma tese (que de pouco servirá, diga-se) sem que qualquer trabalho em atelier que tenhamos paralelamente seja válido para integrar o estágio profissional. Segundo "ou seja", filtrar ao máximo o excesso de arquitectos em Portugal que foi provocado por uma atitude LOBBISTA há uns anos para dar empregozinho aos meninos bonitos deste país. É o país que temos, meus amigos!


Face a isto, e por termos um grupo que, no alto dos seus 23-30 anos ainda tem aquele brilhozinho nos olhos e a vontade de mudar o mundo, temos a força para seguirmos e acreditarmos. Não é ser naíf ou ingénua, é acreditar. E atire a primeira pedra quem nunca acreditou numa improbabilidade! Já o aqui afirmei, e é uma das regras de ouro da minha vida: eu acredito que tudo é possível. TUDO! impossíveis por si só criam-nos os limites que os tornam dessa maneira. não podemos é esperar sentados, passivos à espera que as coisas aconteçam... Aredita-se, segue-se, luta-se, desespera-se, atinge-se!
Vamos embora, maltinha???

Conformismos têm de ser a excepção ao invés de serem a regra.

Hoje quase que me sinto pronta para cantar um "avante camaradas, avante..!!" mas vou-me deixar de ideias tristes...

ficam, parte, das linhas magistrais cântico negro, de josé régio....
[...]
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!


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quinta-feira, 7 de maio de 2009

directamente do leitor mais assíduo que este blog tem!!!!!!




rendam-se!!!!!
brilhante!!!!!
beijinho


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anúncio

já aqui expressei como gosto de anúncios.... este novo do jornal público capta e transmite o essencial duma forma incrivel!



terça-feira, 5 de maio de 2009

sol...sol...sol...

gosto dos dias assim. como têm estado estes últimos. existe já aquele espírito do verão a tentar boicotar o toque primaveril... E, propositadamente, nestes últimos dias, tenho deixado a janela do meu quarto quase escancarada para acordar com os primeiros raios de sol. e com as harmonias que ecoam pelo despontar do dia... eu, que sou daquelas pessoas que o acto de acordar é um tormento traduzido no incontornável mau humor matinal... com este método, potenciado pelos dias rasgados de sol, não há possibilidade alguma para maus humores e, confesso, o trânsito da ic19 nem parece assim tão mau... venham mais dias assim... que eu não me canso dos rituais de aproveitar, ao fim da tarde, os raios de sol que ainda sobram....


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domingo, 3 de maio de 2009

o triunfo dos porcos

julgo que passadas algumas semanas depois da pandemia psicológica que os media instalaram à escala mundial, talvez seja boa ideia dedicar algumas (poucas) linhas sobre o novo (!?!!?) H1N1. Normalmente, quando se instala este alarmismo todo em redor dum suposto vírus, desconfio sempre. Para a maioria das pessoas, mal ouvem "200 turistas portugueses chegam hoje a território nacional!" e esgotam todas as máscaras possíveis para a não-propagação do vírus e entopem as urgências com um pré-insípido-acho-que-é-vírus-H1N1.
Ora, estas compulsões todas provocadas por um estado de histeria de massas não permite o discernimento total para que se pense e reflicta sobre o universo que envolve tudo isto. Paramos um pouco, não é preciso muito - 5 minutos chegam, e comecemos quase por uma checklist de razões que podem estar na base de toda esta psicose: lobbies farmaceuticos e de produtos de saúde (e acreditem, não há a noção da força que estas entidades têm a nível mundial), interesses políticos, interesses pessoais, e uma crescente estupidificação das massas. Não quero com isto dizer que não estamos em presença duma crise de saúde. Mas será mesmo necessário este alarmismo todo em redor deste assunto? Quando, e à excepção do méxico, espanha e canadá, assistimos nos restantes países a casos muitíssimo pontuais e, nalguns casos, sem confirmação de se tratar efectivamente do H1N1. Em pandemia psicológica, os porcos já triunfaram. Isso é um facto.

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loosing the touch....for a while

julgo que nunca escrevi sobre o que tenciono escrever hoje... pelo menos não duma forma tão despojada de artíficios e metáforas e pleonasmos ou outra figura de estilo qualquer que camufle o essencial de tal maneira, que, dificilmente, a mensagem passará. Não que vá abandonar na totalidade esse caminho (porque é um refúgio que me habituei e ter nesta minha pretensa escrita)... Não é, tão pouco, uma coisa que me seja fácil escrever ou sequer organizar em pensamentos prático-objectivos... Porque é uma mescla de abstraccionismos que, se há os que marcaram (passado!), outros (poucos!) ainda subsistem algures por aqui. mas ainda acho, ou sinto, que foram os suficientes para um manancial de circunstâncias que ocorreram e me permitiram, ainda que por momentos, acreditar que tudo era como era, e sujeitar-me-ia à minha, julgada, condição ou crenças. ou sentimentos, se quiserem. ressurge-se um dia. verdade. garanto-vos. redesperta-se mesmo. e nesse mesmo dia, há a decisão de acabar com tudo o que nos causa angústia. a partir desse mesmo dia redescobre-se quem esquecemos e anulámos ser durante tanto tempo. que nos anularam, também. há um encontro (reencontro, também?) com alguém que durante largos momentos deixamos de conseguir ver. Perdeu-se. Mas a poetisa escreveu um dia "é preciso sabermo-nos perder para nos sabermos encontrar". E é. Processo penoso e dantesco. Mas o que encontramos nesse entretanto, em nós, tem a força imensurável de querer e acreditar e ser novamente. E que prevalece a qualquer outra. Ninguém disse que era fácil, não foi?
Já acreditei mais, confesso. E também já acreditei menos. Mas nada se resume a isto. Não é assim tão linear. Mas há dias que existe esta força compulsiva de partilhar isto que em anos se sedimentou, com o bom e com o mau. Mas o facto de ser, per si, compulsiva, é sinónimo da razão que existe condicionar em grande medida a acção que poderia advir daí. Não, não é mesmo nada fácil.
Gostaria que estas linhas fossem mais fáceis de entender. afinal não me afastei em quase nada das figurações que mascaram a expressão das coisas que entram em processos mais ou menos complexos.

fica assim.

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quinta-feira, 30 de abril de 2009

contrariedade... sem angústia

[vladstudio credits]

há aqueles controversos momentos que nos revelam a fragilidade, também, da nossa luta. simultaneamente, desnudam a força que resta e que persiste... e ainda fica. e ficará. sempre. em lutas e conquistas e tudo o mais que venha, sedimenta-se sempre o sentido da busca incessante, do sentido, acima de tudo o resto, que as coisas acontecem. mas não caiem do céu. nunca.
há alguns anos que tenho aprendido, sucessivamente, a realização de certas vitórias, e o eco de certas derrotas que ficam, persistem, e transformam-se, a seu tempo, em demandas incansáveis... e delirantes.
nestes entretantos que passaram e mais os que estão para vir, a grande dúvida desse futuro tornava o meu coração pequeno pequeno pequeno... por não saber, se sim, se não. Revelou-se, então, ser um não. Confesso, que dalguma maneira me descansou e tranquilizou... por estar envolvida em diversas coisas que exigem de mim uma entrega e dedicação quase totais [sim, tens razão, TOTAIS, mesmo] Mas fica sempre a vontade de continuar a esgotar todas as hipóteses para também, ser o mundo. Não há como parar ou anular ou acabar ou deixar morrer este sonho. Excluindo o tom presunçoso que evito, sei que um dia estarei lá. Amanhã, ou no dia a seguir. Mas estarei. Foi uma contrariedade, sim. Mas totalmente sem angústia. Próxima?
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quarta-feira, 29 de abril de 2009

não entendo.

quando é, por incontaveis e sucessivas vezes, notícia sobre o "media made phenomenon" do cão de água português... eu pergunto: qual é o país que entra em extâse TOTAL com o facto de existir um cão de água português na casa branca????? é o nosso... pena não se vibrar com outras questões sobejamente mais importantes que isto (descobertas cientificas por portugueses, projectos tecnológicos, etc, etc, etc)... vergonhoso. no mínimo. sinal da nossa medíocridade social.

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do balanço...

poderia, este post, alongar-se tanto que iria compensar os dias em que não escrevi... mas não irei por aí. até porque, e dado aos últimos dias que tive, acredito que ainda não estou com as minhas totais faculdades para me aventurar no texto que iria resultar num amontoado de palavras sem nexo.
esta está a ser a semana que, esperemos, pelas boas notícias e acontecimentos, marquem de forma positiva o nosso caminho a partir daqui... Ontem aconteceu a exposição dos Museus para Alcanena e apresentação para colegas, professores, vice-presidente da câmara de alcanena e chefe de gabinete. Da exposição, fica o ritmo louco, o stress, o defraude de expectativas e o resultado final que resultou com o melhor que pudemos fazer. pelo nível de exigência que qualquer um de nós tem (e o nosso mínimo, para muitos, é o máximo) quisemos que as coisas resultassem de maneira diferente. Contrariedades. Mas no final, e face ao que tínhamos, resultou bem. Da apresentação, com a responsabilidade de estar a representar um grupo de trabalho e ter que fazer o melhor possível para explicar o desenvolvimento do trabalho, pouco tenho para dizer, porque para além de ter sido eu a fazer, tenho o sentimento que não correu nem como eu queria nem, tão pouco, como tinha estruturado. o sentimento de realização é quase vazio. e faz eco. desconfortavelmente, um eco. No final. rasgados elogios foram feitos pelo nosso trabalho e dedicação o que, em certa medida, e falo por mim, desagravou o sentimento que tinha, finda a apresentação.

descompressão merecida, seguiu-se no japonês e no meninos do rio... que tarde maravilhosa em boa companhia e boa conversa....

Resta-me agradecer e dar os parabéns à equipa de trabalho da qual fiz parte pelo excelente trabalho e resultado.
o melhor, para vocês,
Ana

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sexta-feira, 24 de abril de 2009

bebedeira de sono... e ressaca de trabalho

os últimos dias situaram-se entre muito stress, muito trabalho, algumas discussões, muita risada, muitas demências quando chegava AQUELA hora, muita compreensão, muita cumplicidade, muita expectativa, ainda alguns nasceres do sol, viver o bairrismo de santos [a dona alcina é a maior!!!!:P], o túnel escuro, aprender a essência da palavra ZEN quando se está a sacar renders... e é a dúvida que nos move e inquieta e todos: será que isto segue para a frente??? demos tudo... e o resultado está brilhante!
ficou também claro que, depois de 5 dias a ouvir a mega fm na versão non-stop, mais de 14 horas por dia, ficámos a saber cantar, PELO MENOS, o refrão de 98% das músicas... a que se segue foi uma das que se repetiu vezes sem conta... mas que ADORO e ainda não me fartei dela!!!!!



ficam algumas fotos.... com o isozaki, o shorty manel, a cátia e o gonçalo... e eu, atrás da máquina!!!:P








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quinta-feira, 23 de abril de 2009

comunicado telegráfico #2

ainda estou viva. já não muito... mas ainda dá pa escrever esta linha. mas eu volto!!! final de comunicado!!:P

domingo, 19 de abril de 2009

comunicado telegráfico

aos "meus" queridos leitores (conhecidos e desconhecidos) que totalizam praí uns.... em muito optimismo, vá uns cinco ou sete: ainda estou viva.
o tempo escasseia. fim de comunicado.

terça-feira, 14 de abril de 2009

ADIADA!!!!! >>>>EXPOSIÇÃO - 28 Abril '09


!!ATENÇÃO!!

EXPO ADIADA PARA DIA 28 ABRIL'09


Dia 28 de Abril '09, Universidade Lusófona, Campo Grande, 10h.

Exposição e apresentação "Alcanena Viva projectos de dois museus desenvolvidos para Alcanena pelo nosso embrionário SEVENs7udio.


O convite é extensível a todos!

Apareçam!




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segunda-feira, 13 de abril de 2009

it was about time

quem vive um espaço pensado por Zumthor jamais esquecerá o poder e a sublimação das volumetrias que interagem de forma absolutamente harmoniosa... a luz que exalta o material, e o material que enaltece a luz. a experiência incorpora em si e para si uma das mais transcendentes que, arquitectonicamente, se poderá viver. parcialmente transportada para as maquetas (e que maquetas!!) é essa preocupação com a matéria e a luz que faz transcender o espaço, que é o todo.
enciclopédias intermináveis se poderiam escrever dum só edifício de Zumthor, e não seriam suficientes. a questão é mesmo esta: a simplicidade de zumthor provoca emoções complexas de transmitir. O pritzker de 2009 foi, finalmente, para ele!

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domingo, 12 de abril de 2009

I hope you never lose your sense of wonder...

há pequenas coisas que me fazem tremer... não de susto - e aconchegar, simultaneamente. quando se descobre a beleza em algo ainda por trabalhar, é uma dessas pequenas coisas. Um diamante em bruto, uma voz, que me faz tremer e aconchegar. Brilhante! E a dele consegue isso... não se esqueçam deste nome: Danny Gokey! (esqueçam a história do pre-maid success potenciado pelo american idol, porque, sim, toda a gente vê!:P)

gosto muito de música, mas imaginem uma pessoa que não perceba nada nessa matéria: sou eu! bem, hoje nas minhas questões existenciais, assaltou-me o pensamento sobre a capacidade de alguém poder ser capaz de compor uma grande música, sinfonia, whatever. como é que alguém consegue conceber uma composição em abstracto para, posteriormente, materializá-la e provocar as emoções? e cada instrumento cumpre uma determinada função que, no conjunto, soa em harmonia total... e o resultado ser belíssimo! Only one word popping on my mind: genius!

depois, subsequentemente a este pensamento, outros assaltaram-me ferozmente. e, quando trabalhamos e criamos com tudo o que somos, o que conseguimos é inexplicavelmente belo. nem que seja apenas para nós.
gosto de pensar no potencial que por aí existe. ainda em bruto. gosto de pensar que existam pessoas que simplesmente acreditam. gosto, igualmente, de pensar que há-de vir o dia em que as coisas acontecem. gosto de pensar que, ainda, há pessoas que arriscam. gosto, mais ainda, de pensar que essas, essas mesmas, vencem. um dia.

não foram barrocas, as linhas de hoje, tão pouco sentimentais ou moralmente pretensiosas. foram, isso sim, densas das coisas simples, e daquelas em que acredito. fica assim, esta coisa. hoje.

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sábado, 11 de abril de 2009

dos lugares

existem lugares, comuns ou não, que nos remetem para uma nova realidade, exalada em cada recanto ou pormenor... existem nesses mesmos lugares as possibilidades que, em suspenso, permitem continuar a contar uma certa história... são desses lugares que surgem os desafios de reinterpretá-los e provocar um novo capítulo. e são esses desafios que potenciam um equilíbrio, simbiótico - se quiserem, entre os entretantos que criaram, criam e criarão esses lugares. deste lugar, em especial, escrever-se-á um futuro. e parte dele, em desafio e responsabilidade, seremos nós a escrever. e agora?

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dos recantos esquecidos do parque mayer